Dia internacional da luz: Futuro aponta para energia solar

No dia 16 de maio é celebrado o Dia Internacional da Luz. Nesta data, proclamada pela UNESCO, o mundo celebra a luz e o papel que ela desempenha na ciência, cultura e arte, educação e desenvolvimento sustentável, e em campos tão diversos como medicina, comunicações e energia.

Cerca de 90% do nosso tempo é gasto em ambientes fechados, onde a iluminação natural é insuficiente. Em outras palavras, a luz artificial é essencial para a operação contínua de nossas casas, hospitais, laboratórios, supermercados, espaços públicos, centros de distribuição, escolas e universidades, entre outros motores vitais para a sociedade.

A energia elétrica está intimamente ligada à evolução tecnológica, ao desenvolvimento econômico, ao progresso das cidades e à manutenção de serviços essenciais como saúde, educação e segurança.

No mês de maio, onde temos a celebração do Dia Internacional da Luz , é de extrema importância sensibilizar a população para o consumo energético consciente, estimulando o uso de fontes renováveis, como a energia solar fotovoltaica. É para ela que o futuro aponta.

Hoje, a matriz energética mundial ainda tem grande dependência de fontes não renováveis. Assim, combustíveis fósseis como o petróleo, o carvão mineral e o gás natural geram a maior parte da energia utilizada em todo o mundo.

Como essa escolha custa caro para o meio ambiente, muitos países têm discutido alternativas para diversificar suas matrizes energéticas. Portanto, a meta é reduzir a dependência do petróleo e de outras fontes de energia não renováveis e ampliar as fontes de energia limpa como o sol, o vento e a biomassa.

O tema é tão importante que o acesso a fontes de energias limpas é um dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), um conjunto de ações lançado pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o propósito de acabar com a pobreza no mundo até 2030 e garantir o progresso com sustentabilidade.

Em 2020, de acordo com a própria ONU, 1,4 bilhão de pessoas ainda viviam sem eletricidade. Pelos cálculos das Nações Unidas, acabar com a pobreza passa por ampliar o acesso à energia. E, em um contexto de crise climática e críticas globais a atividades que prejudicam o meio ambiente, é imperativo que as novas fontes energéticas sejam limpas e renováveis, já que estas não emitem poluentes na atmosfera, gerando impactos mínimos ao meio ambiente e contribuindo para a redução do efeito estufa e do aquecimento global.

Estima-se que a energia solar supere todas as tecnologias renováveis até 2050. Para se ter uma ideia, em 2019, o número de instalações de sistemas fotovoltaicos triplicou (114 mil) em relação a 2018 (35 mil). Hoje, mais de 190 mil brasileiros já adotaram a tecnologia.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar (ABSOLAR), 77,4% deles são consumidores residenciais, seguidos por estabelecimentos comerciais (16%), áreas rurais (3,2%), indústrias (2,4%), iluminação e serviço público (2,3%) e prédios públicos (0,8%).

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