You are currently viewing Por que agora é o momento ideal para investir em energia solar?

Em carta recente endereçada a grandes executivos do mundo, Larry Fink, CEO da BlackRock (BLAK34), maior gestora de recursos do planeta, afirmou que “as alterações climáticas tornaram-se um fator decisivo nas perspectivas das empresas a longo prazo”. De fato, está havendo uma grande mudança de consciência no mundo, influenciando as decisões de consumo das pessoas e, sobretudo, o posicionamento das empresas, que buscam se afastar de ações que possam prejudicar sua imagem perante o público. Apesar de ter uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, o Brasil é altamente dependente do sistema hidráulico de barragens, o que nos deixa suscetíveis às naturais mudanças do regime de chuvas ao longo do tempo. Em momento de profunda escassez hídrica, como vivemos recentemente, os níveis das represas atingem patamares críticos e obrigam o acionamento de termelétricas, muito mais caras e poluentes. Se há uma coisa de que o Brasil não pode se queixar é a abundância de luz solar que incide de forma muito bem distribuída ao longo do nosso território, principalmente no interior. Nosso potencial de geração fotovoltaica é tão grande que especialistas são praticamente unânimes em dizer que toda a nossa demanda de energia elétrica poderia ser suprida por painéis solares. No entanto, a energia solar – considerando a potência instalada de sistemas de pequeno, médio e grande porte – atende apenas 2,5% da demanda de eletricidade em nosso país, ou seja, temos uma fonte abundante e inesgotável de energia, porém não aproveitamos devidamente todo esse potencial. Para se ter uma ideia do que estamos falando, diversos países da Europa, muito menos ensolarados do que o Brasil, produzem mais energia solar do que nós. Para ficarmos em um exemplo recorrente, a Alemanha é o quarto maior país gerador de eletricidade fotovoltaica do planeta e tem um índice de irradiação solar 40% menor do que o nosso. Essa realidade, aos poucos, vem mudando com a atualização do marco regulatório do nosso sistema elétrico, a fim de dar mais segurança jurídica aos participantes do mercado e, sobretudo, atrair mais investimentos em projetos de ponta, como as usinas solares fotovoltaicas em geração distribuída. A geração distribuída ocorre quando a energia é produzida mais perto das unidades consumidoras a partir de fontes renováveis, como a luz solar. Os sistemas são conectados à rede elétrica e rendem créditos que podem ser abatidos da conta de luz de outra unidade consumidora atendida pela mesma concessionária. Assim, uma usina solar pode produzir energia no interior de São Paulo e usar os créditos para reduzir a fatura de energia de uma unidade localizada na capital. Esse mercado vem crescendo de forma incrível no país nos últimos anos, com empresas fazendo fila para obter os créditos de geração de novas usinas solares, pois assim podem se ver livres dos constantes aumentos tarifários do sistema regulado. Fábricas, shoppings, condomínios residenciais, hotéis, escolas, estabelecimentos comerciais, são inúmeros os exemplos de empresas que hoje já conseguem abater em até 20% seu custo de energia por mês contratando a geração de usinas solares pelo sistema de geração distribuída. O grande atrativo é que essas empresas conseguem reduzir fortemente seus custos fixos, sem alterar em nada sua rotina operacional: basta contratar a geração e pronto, o desconto já começa a ser aplicado assim que aprovado pela concessionária. Sem dúvida, trata-se de um serviço essencial e com demanda constante, na medida em que não faz sentido para os clientes deixarem de obter esses créditos enquanto estão em operação. Afinal, teriam que voltar para todos os problemas mencionados do sistema regulado, que é muito mais caro e ineficiente. Sendo assim, estamos diante de uma janela de oportunidades inigualável para investir em um setor que terá protagonismo nas próximas décadas, atraindo a atenção de todos os participantes do mercado: empresas, consumidores e investidores. A boa notícia é que a energia solar tem espaço para crescer de forma exponencial em nosso país, ajudando a diversificar e robustecer nosso sistema elétrico e garantir nossa autonomia energética para o futuro.

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